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OSTEOPOROSE: A PREVENÇÃO É O MELHOR TRATAMENTO
2008-04-30
Com números alarmantes, a osteoporose acomete hj mais de 15 milhoes de pessoas no Brasil. Esperar o futuro chegar para começar a se preocupar com essa doença é o principal erro.
 
Internacionalmente aceita como uma doença caracterizada pela baixa massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo, com conseqüente aumento na susceptibilidade à fratura, a osteoporose, devido ao aumento da expectativa de vida, passou a ser considerada uma doença comum e tornou-se um problema de saúde pública. Em 1980 eram 7,5 milhões de casos no Brasil, e em 2000 o número se elevou para cerca de 15 milhões, causando aproximadamente 15 mil mortes por ano.
As 3 principais causas da ocorrência desta doença são os baixos consumos de vitamina D e Cálcio ao longo da vida, ausência de atividade física e alteração nos níveis de alguns hormônios, tais como o estrogênio e a testosterona, que atuam no processo de calcificação e reabsorção óssea.
Em mulheres, o avanço da idade está associado a profundas mudanças na composição corporal, tais como, diminuição da densidade mineral óssea (DMO), ocasionada principalmente por variações hormonais. A maioria dessas mudanças ocorre de forma acelerada juntamente com a menopausa, e a diminuição da DMO pode chegar até 5% ao ano.
O pico de deposição de cálcio se dá por volta dos 25 anos de idade, e aí começam os problemas, pois a partir dos 10 anos, a grande maioria das mulheres já apresenta um consumo de cálcio abaixo do recomendado e apenas 4% da população é fisicamente ativa. Esses dados nos mostram um quadro alarmante, pois já se sabe que a partir da idade de pico de deposição, o que ocorre é uma diminuição anual de aproximadamente 1% na DMO, ou seja, as mulheres de hoje já iniciam a fase adulta com uma estrutura óssea comprometida.
Para corroborar com a importância de se construir uma arquitetura óssea durante a juventude, alguns estudos mostram que em mulheres no período pós-menopausa, a prática de atividade física e a reposição hormonal não foram capazes de aumentar a DMO. O máximo que conseguiram foi desacelerar o processo de desmineralização.
O exercício físico merece uma atenção especial, pois ao contrário de algumas antigas recomendações, eles precisam ter algumas características específicas, tais como: Serem realizados, de preferência, com pesos e com intensidade acima de 70% da força máxima, devem gerar algum impacto e proporcionar mudanças bruscas de direção.
Caso estejamos falando de jovens saudáveis, os exercícios resistidos e praticamente todos os jogos podem ser praticados, porém algumas recomendações devem ser bem analisadas para que o exercício seja realmente benéfico em pessoas com idades mais avançadas.
Sabe-se que juntamente a osteoporose, quase sempre existe a ocorrência de um processo de diminuição da massa muscular funcional chamado sarcopenia. Isso significa que deve-se ter muito cuidado ao realizar atividades com impactos e que gerem mudanças bruscas de direção. Nesse caso, os mais recomendados são exercícios resistidos, como os da ginástica localizada e da musculação.
Outro aspecto muito importante em relação à prática de atividade física é a adequação da ingestão de cálcio, pois apesar de favorecerem o aumento na DMO, os exercícios aumentam o consumo de cálcio por conta da contração muscular. Isso quer dizer que, se não houver um balanço positivo, o exercício físico pode passar de aliado a vilão.
Muito ainda se estuda sobre o processo de osteoporose, porém uma coisa já é consenso entre os principais pesquisadores sobre o assunto: Quanto maior a estrutura óssea adquirida ao longo da juventude, menores são as chances de aparecimento dessa doença degenerativa.

Contribuição: Prof.Esp.Renato Faro
 
 
 
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